quinta-feira, 27 de março de 2014

CHOSE DE LOC!


Surtei no fim de semana por que meu marido me pediu para lavar a louça. Lavei, chorando. Foi uma cena. Viro pra ele e pergunto: mas você não tá nervoso com esse lance de parar de fumar? Não mexeu com você nadinha essa falta de nicotina? “Não”, ele me respondeu. “Tô beeeem tranquilo mesmo, até achei que fosse ser mais difícil”, ele complementou, para depois ir até a cozinha.

Voltou aos gritos: “Acabou o suco? Porra, com é que me acaba o suco?”
“Calma, amor, não fui eu quem tomou, vou avisar para não tomarem mais seu suco, não fica brabo comigo, lindo...”
“Eu não tô bravo com você! Eu não tô bravo com você! EU NÃO TÔ BRAVO! Só tô puto por que acabou o suco, e agora eu quero tomar suco, e eu tô nervoso!”

É, ele tá beeeeem tranquilo mesmo.

A gente percebe que a coisa tá louca quando o pai e a mãe surtam e a filha de cinco anos é quem pede calma e manda os dois contarem até dez. Agora, a coisa tá feia, mas feia mesmo, quando eu acordo com vontade de acampar. Não sei qual a relação entre parar de fumar e ter vontade de acampar. Só pode ser efeito da abstinência. É o apocalipse, o bicho vai pegar.



segunda-feira, 24 de março de 2014

Sem cigarro. Com TPM.


E quem sofre as consequências é o marido, ele próprio também na luta para deixar o cigarro e às voltas com dores musculares em virtude da malhação recém-iniciada. Mais um “sintoma” de quem deixa de fumar: a pessoa fica toda animada com os novos pulmões e também com receio dos famosos quilos a mais.

 Fazer o que? Bora “treinar” (é assim que se chama “malhar” atualmente. Não, você não vai participar de nenhuma competição. Mas vai pro treino. São tempos estranhos...).

Assim, passei o fim de semana desequilibrada hormonalmente e nicotinamente. Fiquei como? Eu tava como? Bicho brabo. Cão raivoso. Evitei até muito contato com outras pessoas não tão compreensíveis quanto o meu marido, que também não estava lá muito docinho e ainda tinha que lidar com o meu mau humor.

É como dizem por aí: na saúde e na doença, my friend. Adorou a festa, dançou, comeu salgadinho e ainda quer bolo? Atura o parabéns! (homenagem ao Baralhinho do momento, amo, quem não conhece, vale googar) Em defesa própria, preciso argumentar que lavar louça é um saco e que a máquina de lava-louças seria sim muito útil. E que eu te amo muito, meu amor!

No mais, estou em um relacionamento sério com a Nikki, do serviço de relacionamento com o cliente da DisneyStore. Uma fofa. Enviei uma mensagem pedindo ajuda para rastrear meu pedido. Ela respondeu e ainda me desejou “a Magical Day!” Respondi que ela era muito gentil e ela retornou dizendo que “We are delighted to have received your recent email!”

 Tô pensando em enviar outra mensagem contando que larguei o cigarro só para ver se ela me manda parabéns. TPM, vai embora logo, por favor...

terça-feira, 18 de março de 2014

A desadesivada de Botafogo




Esqueci o adesivo em casa. Tô sem desde de manhã. Tô sem nada, tô nua, tô pelada!

E quer saber? So far, so good. Tô no 14° dia, já vendo a luz no fim do túnel das famigeradas primeiras duas semanas (período mais punk para quem deixa o cigarro, segundo especialistas).

E tô sem a reposição de nicotina, sem crise. Beijo no ombro.

Mas vou comprar na hora do almoço, hehehe.

O dragão está dormindo tão quietinho, pra que cutucar, né?

domingo, 16 de março de 2014

O lado bom da vida


Tenho muitos amigos que fumam ou fumaram. A verdade é que essas proibições (corretíssimas) para não se fumar em lugares fechados aproximaram os fumantes ainda mais.

Como o fumódromo tem assunto!

Fica aquele bando de excluído soltando fumaça e trocando uma idéia, rindo da cara do pessoal lá em cima que não está tendo a oportunidade de espairecer, ver a rua, as modas, o céu azul e os passarinhos.

Depois, pulmão devidamente defumado, é só subir e tirar a vida do pause.

O lado bom é que, com a proibição do fumo em lugares fechados, conheci melhor e me aproximei de grande figuras do meu trabalho. Juntos, a gente falava mal dos chefes, se aconselhava, contava piada, brigava, filava o cigarro e o isqueiro um do outro.

Às vezes a gente descia para fumar e acabava emendando no almoço, que depois emendava num bate papo na portaria antes de subirmos para voltar a trabalhar. Devo muito da minha sanidade mental aos meus colegas de trabalho que desciam comigo para fumar. Colegas, não. Alguns deles se tornaram amigos. Irmãos.

Esse era o lado bom do fumódromo.

O lado ruim... Então, o lado ruim você já sabe.

Vai com Deus, descanse em paz, meu querido amigo.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Dream a little dream of me



Voltando a falar sobre as leis antifumo, tenho certeza de que todas foram criadas por algum ex-fumante tipo eu, que não estava pensando no bem estar coletivo, mas em se proteger da vontade de fumar tentando abolir o cigarro from the face of the earth!

Fiz 10 dias “limpa”. Sinto fissura agora poucas vezes ao dia, mas vou te contar, quando chega, cai matando. Não posso ver alguém fumando que tenho vontade de comer a guimba. Vai passar, eu sei. Mas sei mesmo??

Meu marido acordou hoje nervoso, por que sonhou que tinha fumado. Sério, por mim eu poderia sonhar com isso a noite inteira. Já imaginou, continuar fumando e não ter consequências?

Só em sonho mesmo. Até segunda!

quinta-feira, 13 de março de 2014

#becoescuroexplodeaviolencia





Tenho certeza de que não vou me tornar um daqueles ex-fumantes xiitas, que ficam oprimindo os fumantes. Never.

Tive um chefe que chegou a amassar um maço meu inteiro e novinho, tamanha a sua fúria. E tinha uma mania meio doente de pedir para cheirar a minha mão, para ver se eu estava com odor de cigarro. Beirava a tara isso, eu sei.

Claro que não vai acontecer comigo, mas no momento, tenho experimentado um verdadeiro medo do fumódromo. É sério. Tremo só de pensar em parar lá.

O medo não é dos amigos fumantes em si, mas de mim mesma. Tô tão fofa, sabe? Tão evoluída. Tão zen... Meu ovo (que não tenho, mas é isso mesmo)!

Eu não sou assim, né? Fumei por 20 anos, tenho uma rotina estressante, e quanto mais fácil fica, mais apavorada eu me torno. Já tô até vendo a cena: eu, num beco escuro, agachada num canto. Aos meus pé, dezenas de guimbas de cigarro. Mais um aceso em cada mão. E outro na boca. No chão, algum fumante desavisado cuja jugular eu cortei para roubar seu maço de cigarros.

Tsc, tsc, tsc...

Not pretty.

E vou te contar: esse Mr. Hyde que vive dentro de mim gosta de fumar bragaraiii...


quarta-feira, 12 de março de 2014

Yes, you can





Não sei qual é o impedimento mais comum para que alguém que deseja parar de fumar realmente tente parar.

No meu caso era a completa incredulidade da minha capacidade de parar. Ou o medo do fracasso. “Você só parou há míseros 8 dias”, vocês podem me lembrar... “O fracasso ainda é uma ameaça!”

É vero. Mas percebam, antes de eu parar de fumar, eu não conseguia passar duas horas tranquilas sem cigarro. Interrompia brincadeiras com a minha filha por causa do cigarro. Saía no meio da noite da cidade maravilhosa, supersegura –sqn – só para não ficar sem cigarro. E por aí vai...

É estranhíssimo olhar para os antigos locais onde costumávamos guardar os maços e vê-los vazios. E os cinzeiros, onde é que foram se esconder?

E hoje cá estou eu, há míseros 8 dias sem cigarro. Mas se 9 dias atrás você viesse me dizer que eu iria conseguir, eu não teria tanta certeza e não acharia esses 8 dias tão insignificantes assim.

Tudo na vida é relativo. E todo grande desafio parece pequeno depois de ser superado.

Hoje pode até parecer que você não consegue. Que você não pode.

Spoiler alert: você pode.