Tenho muitos amigos que fumam ou fumaram. A verdade é que
essas proibições (corretíssimas) para não se fumar em lugares fechados aproximaram
os fumantes ainda mais.
Como o fumódromo tem assunto!
Fica aquele bando de excluído soltando fumaça e trocando uma
idéia, rindo da cara do pessoal lá em cima que não está tendo a oportunidade de
espairecer, ver a rua, as modas, o céu azul e os passarinhos.
Depois, pulmão devidamente defumado, é só subir e tirar a
vida do pause.
O lado bom é que, com a proibição do fumo em lugares
fechados, conheci melhor e me aproximei de grande figuras do meu trabalho.
Juntos, a gente falava mal dos chefes, se aconselhava, contava piada, brigava,
filava o cigarro e o isqueiro um do outro.
Às vezes a gente descia para fumar e acabava emendando no
almoço, que depois emendava num bate papo na portaria antes de subirmos para
voltar a trabalhar. Devo muito da minha sanidade mental aos meus colegas de
trabalho que desciam comigo para fumar. Colegas, não. Alguns deles se tornaram
amigos. Irmãos.
Esse era o lado bom do fumódromo.
O lado ruim... Então, o lado ruim você já sabe.
Vai com Deus, descanse em paz, meu querido amigo.